Os Alarmes e as surpresas
Eu ando com uma certa pressa. Uma vontade imensa de pular uns dois meses no tempo. Esse tempo que é demais, e o repouso também. Nem sei exatamente o motivo da síndrome-de- coelho-da-Alice, acho que é por que passei a maior parte da vida atrasada. Sempre era a última a entregar a prova, a última a ser chamada para o time da educação físíca e a última a rir da piada, e apesar do ditado maroto dizer que sim, eu não ria melhor do que ninguém. O motivo do pouco riso é essa relação tempestuosa com o tempo e as desventuras, literalmente em série, que acontecem. Acho que boa parte disso é por que eu ainda acreditava na lendária bondade das pessoas, nos mistérios dos dados, na sorte que alguns ostentam tão descaradamente. Mas hoje garanto sob efeito de pílulas diárias de amargura, e várias doses de schopenhauer, que as pessoas são bem menos misteriosas do que elas acham que são. Já o azar que as permeia(ou não) é praticamente o mestre dos magos.
Ele funciona como esperar um presente de alguém que você não conhece. A probabilidade de ser algo que você não goste é maior, no entanto a maldita embalagem permanece. É um presente,que merda. Nossas mamães nos ensinaram a rir amarelo e agradecer.Simbolismos só servem para fuder mais ainda nossas cabeças, não bastasse ser tão difícil sacar/aceitar/compreender o verdadeiro significado das coisas nós ainda temos que aprender o valor emblemático delas para cada ocasião. É uma puta de uma sacanagem. Por que eu tenho que aceitar que todas as merdas que acontecem são acidentes do destino, quando elas só me lembram que nada de bom nunca acontece?Ah tenha paciência, é demais até para a Pollyana...
Eu não quero mais tempo, nem ficar pensando se estou no curso certo, nem tendo paixonites estúpidas ou lamentando como tudo dá errado. Mas também não quero ninguém me dizendo que tudo vai ficar bem. Estou bem aqui, e é agora. Quero todas as resoluções possíveis. Jogar o presente pela janela se eu não gostar e torcer para que caia na cabeça de alguém depois defenestração. Eu quero ser o coelho branco que corre para todos os lados atrasado para o compromisso que não existe ainda. Se for para esperar para o desastre, vamos correr minha gente, por que assim perdemos alguns quilinhos e ainda atribuimos um valor simbólico(e vantajoso) a causa, não é mesmo?
Ele funciona como esperar um presente de alguém que você não conhece. A probabilidade de ser algo que você não goste é maior, no entanto a maldita embalagem permanece. É um presente,
Eu não quero mais tempo, nem ficar pensando se estou no curso certo, nem tendo paixonites estúpidas ou lamentando como tudo dá errado. Mas também não quero ninguém me dizendo que tudo vai ficar bem. Estou bem aqui, e é agora. Quero todas as resoluções possíveis. Jogar o presente pela janela se eu não gostar e torcer para que caia na cabeça de alguém depois defenestração. Eu quero ser o coelho branco que corre para todos os lados atrasado para o compromisso que não existe ainda. Se for para esperar para o desastre, vamos correr minha gente, por que assim perdemos alguns quilinhos e ainda atribuimos um valor simbólico(e vantajoso) a causa, não é mesmo?
Um comentário:
eh cm em peixe grande: tu ficou mt tempo parada agora tem q correr p alcançar o tempo certo de novo! por isso q tu mudou tanto p chegar a tempo de n perder o tempo perdido!
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